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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Porque os Nossos Anjos?





Oh Deus!
Oh Único Redentor!
Não disseste que os pecadores pagariam pelo mal?
Então porque sofrem os inocentes, os ingênuos, os puros?
Não é a primeira vez que o vejo.
Mas toda vez sofro.
E vejo os outros sofrerem...
Oh Deus!
Porque sofrem os animais?
Os seres mais puros, donos de paz?
Os nossos amigos...
Nunca nos traíram.

Inferiores jamais!
Sua própria criação, de sua mão.
Porque sofrem como demônios?
Como bandidos, como culpados?
Porque são enxotados, maltratados, comidos, feridos...
Os pobres animais?
Que erro eles tem, pelo erro humano?
Oh Deus! 
Nos O culpamos
Pelos humanos
Pelas dores
Porque choramos,
Lamentamos,
Suplicamos,
E mesmo assim, eles se vão...
Nunca sabemos a resposta.
Nunca compreendemos o porque
E então eternamente serás condenado
Porque não sabemos a razão.
De nossos anjos sofrerem como o Cão.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Vira Latas

Vira Latas
Autor desconhecido

Cheirando a canha e fumaça
A cruza de dois sem raça
Nasceste no olho da rua
Perambulaste em sarjetas
Sem nunca mamar nas tetas
Da mãe que um dia foi tua.
 
Sofreste o frio e o abandono
Daqueles que não tem dono
E que jamais tiveram teto,
mas por trás deste focinho

No olhar imploras baixinho
Que aceitemos o teu afeto.
 
Pelo ralo, pulgas, sarna...
Por pouco não desencarnas,
Doente e louca de fome,
foste achada cachorrinha

Assustada, tão sozinha,
sem sequer possuir um nome!
 
Pedigree, doutor, vacina,
No amargor de tua sina,
levaste vida de bicho!

Quase sempre escorraçada,
só tinhas a madrugada,

Prá comer restos de lixo.
 
Dividiste espaço e pratos,
Com outros cães, talvez gatos,
Brigando por um cantinho
Um lugar que te abrigasse,
Onde a chuva não molhasse,
Que fosse seco e quentinho.
 
Quis o destino no entanto,
talvez pro teu próprio espanto

Que outro dia alguém te achasse
E ao te ver machucadinha,
te arranjasse uma caixinha

e com carinho, te adotasse.
 
                                                             Que inveja tem outros cães,
                                                           
mesmo aqueles que têm mães
                                                            Ao te verem bela e faceira
                                                              Senhora do pátio, jardim,
                                                             de um corredor sem fim, ao sol,

                                                                Dormindo na esteira...
                                               


Fonte:http://www.apasfa.org/futuro/viral.shtml